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segunda-feira, 6 de maio de 2024

O paraíso, somos nós.

 As marcas do passado apenas me guiaram pra você.

Nem a grama pisoteada e arrancada foi capaz de macular o cenário que o universo construí pra nós.

Nossos pilares de lealdade foram construídos em noites de entrega, noites em que fui sua e de mais ninguém.

Sempre ao final do arco-íris é possível ver o pode de ouro, mas dessa vez ele não estava lá.

Fui em sua busca, meus pensamentos turbulentos, afã e euforia me fizeram levar ainda mais tempo pra perceber que você não me conhece por inteiro. 

Posso significar carinho, favor, ser uma mulher graciosa, mas você me conhece? Hã? Nah nah!

Vamos papear, depois de tantos ciclos, quem sabe beber um pouco. Talvez assim possa me ver com meu blue, esperando que alguém me guie pra longe da tristeza. Talvez eu ainda possa ter esperanças no caminho.

As vezes eu tento olhar para o céu e ver as estrelas, confiante de que meu sonho de ser vista por inteiro seja real, mas só vejo o cinza, o escuro.

Me pergunto como deve ser navegar na profundidade de alguém. Quão longe é possível chegar? Atravessar cidades, histórias, comunicações bloqueadas? Onde é possível chegar quando o universo é o outro? 

Será que você está mesmo disposto a conhecer o meu? 

No fundo eu só sinto que todo o aprendizado que fizermos um sobre o outro nos leva a, ainda que fiquemos isolados do mundo inteiro, perceber que o paraíso somos nós.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

Deixe o ciclo ser ciclo

É conflitante e desafiador lidar com qualquer mudança de padrões. Nos questionamos, questionamos outros...

A vida proprõe ciclos, onde cada mudança representa a abertura de um novo olhar que eventualmente levará a outras mudanças. Quando chegamos ao cume de tudo isso e observamos que não há mais o ser que fomos e entendemos que realmente é a hora de dar adeus aos padrões antigos, a despedida é dura. Afinal o ser que fomos nos ajudou em muitas parcelas dessa trajetória de vida. 
Vale a pena reconhecer a importância do que fomos, com todos os erros e acertos mas vale mais a pena deixar ir aquilo que não nos pertence mais. Honrar a capacidade de aprender que nos trocar de até aqui e seguir sabendo que ainda existe um mundo de mudanças a serem exploradas. 

Deixe a vida ser ciclo e deixe que o ciclos se fechem pra que novos se abram, afinal nenhum pneu dura pra sempre e a roda da vida merece continuar girando. 

sábado, 4 de janeiro de 2020

Como não olhar para o melhor de mim com toda a admiração? Foi tudo construído com tanto esforço, com tanto zelo.

Como deixar que alguém diga que algo em mim não tem valor?  Tem um mundo em torno de cada construção da minha vida.

Eu só posso te oferecer o melhor de mim, não importa o que você me oferece em troca, é só o que tenho pra dar.

Seu mundo é a linda construção que fez da sua vida. Se quer me oferecer o melhor disso estarei grata, se quer me oferecer uma parcela, estarei grata, se quer me oferecer uma imagem que acredita ser o que consigo lidar, estarei grata.

Qualquer que seja sua oferta, aceitarei dela, sempre o que for melhor pra mim e oferecerei sempre o melhor de mim.

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Consciência

Como explicar que seus sentimentos não vão invadir alguém?
Como manter as coisas como antes quando elas já não são iguais?
Como ser melhor pra que alguém não desista de nós?
Não tem resposta.

As pessoas desistem aos poucos, um dia após o outro, bem devagarinho.
Os abraços vão ficando afastados, o toque vai ficando desconfortável, o sorriso vai ficando sem graça.
Não dá pra forçar o que não está lá, não dá pra fingir o que não existe.

Nós vamos nos encolhendo como se quiséssemos encontrar uma maneira e reverter, voltar atrás. Como se fosse possível que alguém nos tirasse do vazio que fica com o adeus. 

O que conforta é  que um dia vamos olhar  o sorriso aceso nos lábios do outro e vamos sorrir novamente por saber que o que importa é vê-lo feliz.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Tentando

Sou uma bandeja bem segura e equilibrada com uma xícara de chá virada.
Equilibro a sujeira, os estilhaços e toda a umidade espalhada.
Seguro firmemente pra que não caiam e não machuquem ninguém.
Quanto tempo eu aguento a bandeja até que derrube em alguém?
Nesse boldo observo a intenção da limpeza e o deslise que a maculou.
Acredito que alcanço a água, lavo à bucha a tralha, foi o que restou.
Será que eu chego a pia, limpo a avaria e me limpo também?
Ou será que tropeço no caminho por não aguentar sozinho o peso que tem?
Renovo a bandeja, pra que sirva a cereja para o bolo de alguém.
Quem sabe renovo apoio e sossego pra me equilibrar também.

Saudades

Saudades do tempo que foi, e do que eu não vivi.
Saudades do sorriso frouxo, de todos os que eu perdi.
De sentir o peito batendo, a cada beijo/carinho. 
Do abraço apertado correndo depois de um dia juntinhos.
Saudades e medo que urgem, pois não sei o que o tempo mudou.
Metade do medo que surge é de saber quem hoje sou.

Estou renegociando com o tempo, este meu velho amigo, piedoso e professor que teimou em passar antes de pegar a carga que deveria levar de uma das estações de minha vida.
Sendo assim resolvi propor que ele volte e a busque, ou se dobre pra que eu o alcance.