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sábado, 15 de setembro de 2012

Deus



Deus está no topo do seu destino

Ele está no caminho até ele

Deus está no filete em seu caminho

E está no instinto que te avisa dele




É tudo que vemos e não é visto

É tudo que nos vê quando não atentos

Está em tudo e até nisso

O mais frágil dos seus pensamentos




Calibre seu dia de bons pensamentos

Tenha fé na vida e no firmamento

Tome posse e rédea de suas decisões

Crie um bom lar pra Deus aí dentro




Abrace com graça o seu percorrer

Sinta-se presente nesse moinho

E verá Deus florescer

Em cada passo que dá "sozinho".

domingo, 11 de março de 2012

Me acompanhe

Vem! Pode andar com meu passo, que te abro o espaço pra sentir o meu chão.
Vem! Meu caminho sei que faço, mas no meu embaraço deixo-o ser condução.

Sim, palavra digo ainda, pra curar a ferida que eu alimentei.
Sim, minha pele é a vida e se quer repartida, que se cure também.

Faço o teu curativo, deito e durmo contigo, mas não sou cicatrização.
Se te queres tão vivo, deixa a dor pelo abrigo do meu coração.


sexta-feira, 9 de março de 2012

Não iluda

Misericórdia ao coração guerreiro
Misericórdia a quem sabe amar
Não se afortune por não ver primeiro
Todo o valor de se entregar

Aos destroços do coração que pulsa
E ao alento do distanciar
Lamento a dor daquele que recusa
e a miséria do olho a secar

Pois o sol brilha após noite à penumbra
Mas não se enxerga ao se acortinar
Há de no futuro aquela imagem rubra
Tua memória voltar a marcar

Fica um acorde do sorriso ao vento
da solidão a que se semeou
E ao guerreiro coração sedento
Entrega a dor do tempo que passou

quinta-feira, 8 de março de 2012

Fuga

Te conheci o suficiente pra admirar mais do que deveria.
É hora de partir.
Espero que fique bem e que conte comigo sempre que preciso, mas sei que é hora de ir.
Fiquei por tempo demais, suficiente pra confundir minha mente e capturar imagens que não vou esquecer.
Espero que tenha alguém a sua altura, que te faça rir e chorar com zelo.
Não quero que tenha tempo de ver meus olhos, nem de sentir meu coração batendo.
Sei que há hoje o suficiente entre nós pra enxugar as lagrimas deixadas por outros, e não quero que deixemos novas lagrimas que possam encobrir o sorriso que já está gravado em mim.
Obrigada, por todo o carinho e tempo desprendidos e por todo sonho alimentado que não deixasse minha esperança de ser feliz morrer.


sexta-feira, 2 de março de 2012

Vejo

Me vejo com um nariz vermelho, doida pra fazer alguém sorrir,
Com rosto e corpo disfarçados pra serem vistos.
Vejo a corda por onde busco passar e cair,
Sabendo que amortecerão minha queda, sorrisos.

Com lágrimas furtivas, caio às gargalhadas,
Rio de mim mesma e da esperança semeada,
Crianças correm com mãos recheadas
De flores e a inocência a ser doada.

Emoção, emoção.
A de ver transbordar um coração
Que não conhece o sim e o não.

Embriagues de dádivas
Singeleza da escassez
No rostinho de um talvez.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Tela em branco

Quem nunca olhou pra uma folha em branco e quis apenas fazer uma bolinha e jogá-la no lixo?
Posso lutar comigo mesma pra desenvolver mil textos, eles podem sair bons, ruins, coerentes, mas só quando eu me entrego e "perco" essa batalha emocional, é que finalmente consigo tocar o coração de alguém.

É engraçado repassar nossa vida através dos textos, ver quando nos entregamos a uma dor que nem era nossa e quando tivemos força e clareza pra enxergar o que era real.
É doce nos vermos com a mesmo carinho que gostaríamos de ser vistos, o mesmo zelo que nos permite aprender com os detalhes que deixamos passar e que fizeram com que tudo voltasse ao ponto de partida.
Revendo minhas dores e minhas revoltas abracei a criança que pedia ajuda dentro de mim, e me permiti não temer o retorno dessa imaturidade.
Que venha, a insegurança, o medo, até a birra e que eu possa rir delas e com elas, sem a angustia de não ser perfeita, e com a certeza de que passarão.
Aceitando o que há em mim a briga pára, o silêncio reina e eu consigo escutar com muito mais clareza o que eu sou.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Navegue

O "navião" esse, o da vida! 
Quando pensamos que o mar está sereno, ele dá uma de submarino e nos leva pras profundezas. Faz acreditarmos que vamos nos afogar, e quando nos damos conta vemos que há ar. 
Com um pouco mais de calma podemos ver os peixes e a belíssima paisagem ao nosso redor. É aí, pra variar, que tomamos um novo solavanco e vamos direto pro céu, voar, crentes de sentirmos uma leve brisa, de apreciarmos as nuvens e o mundo abaixo de nós, apenas um segundo depois sentimos a pressão da altitude e as turbulências que é capaz de causar.
Voltamos então pra navegação, e após tantos desenganos, nos tornamos capazes de olhar a realidade como ela é, sem expectativas ou vislumbres, apenas com a beleza de ver vida em meio a uma tempestade e de saber que seu mundo dorme ao som de um coração tranquilo.