Naquela noite em que os sons do universo pararam pra que pudéssemos sentir, 1, 2, 3... 10, todos níveis que subimos na percepção um do outro, horas de degustar da essência. Meu corpo se dissolveu no calor da chama de 11 mil milhas.
A percepção, cada vez mais consciente de cada tecido do meu corpo começou com teu olhar, tua mão que guiava meu rosto pra você. Eu senti seu respirar, o encontro dos corpos, o acordar de novos sentidos em meus braços e pernas, meu seio se tornando sabor.
Meus músculos contrariam sem meu controle em cada arrepio provocado pelo seu passear em mim.
Mergulhei no mapa do seu corpo, segui cada tracejado. O rio em que me tornara, veias e artérias mostravam suas cores ao me guiar para me tornar sua motorista. Tomei meu lugar, ninguém mais pode ocupar esse lugar como eu.
Qualquer um que tente, não vai mexer com você, profundo, como eu faço.
Tente alcançar o mais íntimo em mim, sinta com cada veia do seu corpo o que esse azul encerra.
No nosso paraíso particular, depois de balançar como em um barco na tempestade, éramos só eu e você, em nosso silêncio e liberdade.
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