Estou renegociando com o tempo, este meu velho amigo, piedoso e professor que teimou em passar antes de pegar a carga que deveria levar de uma das estações de minha vida.
Sendo assim resolvi propor que ele volte e a busque, ou se dobre pra que eu o alcance.
quarta-feira, 9 de janeiro de 2019
sexta-feira, 13 de julho de 2012
Seria...
Seria fácil escrever se ainda me conhecesse, se ainda me
visse como sou.
Seria simples a compreensão das palavras, o espelho de cada
detalhe d’alma.
Mas não, não faço mais interação comigo mesma, nego a
memória, subentendo as palavras.
Metáforas falam o que quero esconder.
A serenidade galga espaço entre trovoadas de emoções e prioridades controversas.
A serenidade galga espaço entre trovoadas de emoções e prioridades controversas.
Como encontrar a verdade no meio disso? Isso sou eu?
Não encontro o gatilho que me levará de volta. Será que ele
existe?
Ando em direção aos meus sentimentos e corro segundos
depois. Não quero ferir ou não quero ser ferida?
O que dói mais, a dor que causo ou a que aceito?? Ambas são
a mesma?
As respostas são as perguntas. E sendo assim porque não me
convenço?
Tantos questionamentos, fazemos nós, pra que seja desviada a
atenção da vida que passa, pra que não enxerguemos a responsabilidade negada
sobre os sorrisos e as lágrimas guardados.
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Só dói se me lembro...
Desacostumei a ver todos correndo com minha enxurrada de emoções.
Desacostumei a ver que machuco quem preferia que me ferisse a ter que causar dor.
Acostumei a sorrir e a sangrar ao mesmo tempo.
Não me mostre o caminho de volta outra vez.
Não vai estar me esperando quando eu chegar, e por mais que eu tema vou querer voltar...
Quero ser vista nua de toda a educação e formalidade, quero ser mãe e filha de verdade, mas que tudo quero ser a mulher menina que um dia fui e que não tinha medo de ser feliz.
Mas por favor, não me peça pra voltar!
Só dói se me lembro de como é ser feliz...
Desacostumei a ver que machuco quem preferia que me ferisse a ter que causar dor.
Acostumei a sorrir e a sangrar ao mesmo tempo.
Não me mostre o caminho de volta outra vez.
Não vai estar me esperando quando eu chegar, e por mais que eu tema vou querer voltar...
Quero ser vista nua de toda a educação e formalidade, quero ser mãe e filha de verdade, mas que tudo quero ser a mulher menina que um dia fui e que não tinha medo de ser feliz.
Mas por favor, não me peça pra voltar!
Só dói se me lembro de como é ser feliz...
domingo, 11 de março de 2012
Me acompanhe
Vem! Pode andar com meu passo, que te abro o espaço pra sentir o meu chão.
Vem! Meu caminho sei que faço, mas no meu embaraço deixo-o ser condução.
Sim, palavra digo ainda, pra curar a ferida que eu alimentei.
Sim, minha pele é a vida e se quer repartida, que se cure também.
Faço o teu curativo, deito e durmo contigo, mas não sou cicatrização.
Se te queres tão vivo, deixa a dor pelo abrigo do meu coração.
Vem! Meu caminho sei que faço, mas no meu embaraço deixo-o ser condução.
Sim, palavra digo ainda, pra curar a ferida que eu alimentei.
Sim, minha pele é a vida e se quer repartida, que se cure também.
Faço o teu curativo, deito e durmo contigo, mas não sou cicatrização.
Se te queres tão vivo, deixa a dor pelo abrigo do meu coração.
sexta-feira, 9 de março de 2012
Não iluda
Misericórdia ao coração guerreiro
Misericórdia a quem sabe amar
Não se afortune por não ver primeiro
Todo o valor de se entregar
Aos destroços do coração que pulsa
E ao alento do distanciar
Lamento a dor daquele que recusa
e a miséria do olho a secar
Pois o sol brilha após noite à penumbra
Mas não se enxerga ao se acortinar
Há de no futuro aquela imagem rubra
Tua memória voltar a marcar
Fica um acorde do sorriso ao vento
da solidão a que se semeou
E ao guerreiro coração sedento
Entrega a dor do tempo que passou
Misericórdia a quem sabe amar
Não se afortune por não ver primeiro
Todo o valor de se entregar
Aos destroços do coração que pulsa
E ao alento do distanciar
Lamento a dor daquele que recusa
e a miséria do olho a secar
Pois o sol brilha após noite à penumbra
Mas não se enxerga ao se acortinar
Há de no futuro aquela imagem rubra
Tua memória voltar a marcar
Fica um acorde do sorriso ao vento
da solidão a que se semeou
E ao guerreiro coração sedento
Entrega a dor do tempo que passou
sexta-feira, 2 de março de 2012
Vejo
Me vejo com um nariz vermelho, doida pra fazer alguém sorrir,
Com rosto e corpo disfarçados pra serem vistos.
Vejo a corda por onde busco passar e cair,
Sabendo que amortecerão minha queda, sorrisos.
Com lágrimas furtivas, caio às gargalhadas,
Rio de mim mesma e da esperança semeada,
Crianças correm com mãos recheadas
De flores e a inocência a ser doada.
Emoção, emoção.
A de ver transbordar um coração
Que não conhece o sim e o não.
Embriagues de dádivas
Singeleza da escassez
No rostinho de um talvez.
sábado, 25 de fevereiro de 2012
Tela em branco
Quem nunca olhou pra uma folha em branco e quis apenas fazer uma bolinha e jogá-la no lixo?
Posso lutar comigo mesma pra desenvolver mil textos, eles podem sair bons, ruins, coerentes, mas só quando eu me entrego e "perco" essa batalha emocional, é que finalmente consigo tocar o coração de alguém.
É engraçado repassar nossa vida através dos textos, ver quando nos entregamos a uma dor que nem era nossa e quando tivemos força e clareza pra enxergar o que era real.
É doce nos vermos com a mesmo carinho que gostaríamos de ser vistos, o mesmo zelo que nos permite aprender com os detalhes que deixamos passar e que fizeram com que tudo voltasse ao ponto de partida.
Revendo minhas dores e minhas revoltas abracei a criança que pedia ajuda dentro de mim, e me permiti não temer o retorno dessa imaturidade.
Que venha, a insegurança, o medo, até a birra e que eu possa rir delas e com elas, sem a angustia de não ser perfeita, e com a certeza de que passarão.
Aceitando o que há em mim a briga pára, o silêncio reina e eu consigo escutar com muito mais clareza o que eu sou.
É engraçado repassar nossa vida através dos textos, ver quando nos entregamos a uma dor que nem era nossa e quando tivemos força e clareza pra enxergar o que era real.
É doce nos vermos com a mesmo carinho que gostaríamos de ser vistos, o mesmo zelo que nos permite aprender com os detalhes que deixamos passar e que fizeram com que tudo voltasse ao ponto de partida.
Revendo minhas dores e minhas revoltas abracei a criança que pedia ajuda dentro de mim, e me permiti não temer o retorno dessa imaturidade.
Que venha, a insegurança, o medo, até a birra e que eu possa rir delas e com elas, sem a angustia de não ser perfeita, e com a certeza de que passarão.
Aceitando o que há em mim a briga pára, o silêncio reina e eu consigo escutar com muito mais clareza o que eu sou.
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