domingo, 14 de julho de 2024
Uma página
sexta-feira, 12 de julho de 2024
Gentileza
Fico tão ansiosa pra te ver chegar, pra te abraçar e mostrar como me sinto, que me antecipo, fadigo e me perco.
Quando tudo ao redor parece encontrar um pico você me encontra nas palavras de um antigo livro.
Me lembra doce e gentilmente que tudo deve ser sentido e que cada etapa é parte do que torna nosso micro universo mais bonito.
Me lembra que dentre todas as belezas o chorar pode ser riso. Que toda hora é hora de amar, mas que a beleza da vida é feita de ritos.
quinta-feira, 11 de julho de 2024
Meu vazio
terça-feira, 7 de maio de 2024
Cinza em cores
Escondido sob a luz, o cinza mostra suas verdades
Uma única cor mostra todo o arco-íris que ainda tento decifrar.
Navegando em tantas emoções, rezo, mas me sinto leve.
Imóvel, você deixa que todas as suas cores se iluminem, uma a uma.
Cada impaciência, medos e tempestades são calados nas curvas das nossas experiências. Basta eu te deixar me sentir e no mesmo segundo você me sabe.
Entende que cada sentimento do meu corpo e alma são seus.
Meu mundo fica de cabeça pra baixo, sem parar.
Somente no nosso escuro, quando nos permitimos ver, sentir, acreditar, o cinza mostra suas verdades.
Do outro lado do espelho, vejo o que somos e o que queremos nos tornar.
Do outro lado, de tudo o que nos permitimos percorrer, somos entrega, construção e alegria, somos só eu e você
segunda-feira, 6 de maio de 2024
Silêncio e liberdade
Naquela noite em que os sons do universo pararam pra que pudéssemos sentir, 1, 2, 3... 10, todos níveis que subimos na percepção um do outro, horas de degustar da essência. Meu corpo se dissolveu no calor da chama de 11 mil milhas.
A percepção, cada vez mais consciente de cada tecido do meu corpo começou com teu olhar, tua mão que guiava meu rosto pra você. Eu senti seu respirar, o encontro dos corpos, o acordar de novos sentidos em meus braços e pernas, meu seio se tornando sabor.
Meus músculos contrariam sem meu controle em cada arrepio provocado pelo seu passear em mim.
Mergulhei no mapa do seu corpo, segui cada tracejado. O rio em que me tornara, veias e artérias mostravam suas cores ao me guiar para me tornar sua motorista. Tomei meu lugar, ninguém mais pode ocupar esse lugar como eu.
Qualquer um que tente, não vai mexer com você, profundo, como eu faço.
Tente alcançar o mais íntimo em mim, sinta com cada veia do seu corpo o que esse azul encerra.
No nosso paraíso particular, depois de balançar como em um barco na tempestade, éramos só eu e você, em nosso silêncio e liberdade.
O paraíso, somos nós.
As marcas do passado apenas me guiaram pra você.
Nem a grama pisoteada e arrancada foi capaz de macular o cenário que o universo construí pra nós.
Nossos pilares de lealdade foram construídos em noites de entrega, noites em que fui sua e de mais ninguém.
Sempre ao final do arco-íris é possível ver o pode de ouro, mas dessa vez ele não estava lá.
Fui em sua busca, meus pensamentos turbulentos, afã e euforia me fizeram levar ainda mais tempo pra perceber que você não me conhece por inteiro.
Posso significar carinho, favor, ser uma mulher graciosa, mas você me conhece? Hã? Nah nah!
Vamos papear, depois de tantos ciclos, quem sabe beber um pouco. Talvez assim possa me ver com meu blue, esperando que alguém me guie pra longe da tristeza. Talvez eu ainda possa ter esperanças no caminho.
As vezes eu tento olhar para o céu e ver as estrelas, confiante de que meu sonho de ser vista por inteiro seja real, mas só vejo o cinza, o escuro.
Me pergunto como deve ser navegar na profundidade de alguém. Quão longe é possível chegar? Atravessar cidades, histórias, comunicações bloqueadas? Onde é possível chegar quando o universo é o outro?
Será que você está mesmo disposto a conhecer o meu?
No fundo eu só sinto que todo o aprendizado que fizermos um sobre o outro nos leva a, ainda que fiquemos isolados do mundo inteiro, perceber que o paraíso somos nós.